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	<title>Nós e nossas coisas</title>
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	<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:49:10 +0000</pubDate>
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		<title>“Amazônia&#8230;muito falada por todos, mas desconhecida por quase todos.”</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/06/29/%e2%80%9camazoniamuito-falada-por-todos-mas-desconhecida-por-quase-todos%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 22:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A mídia e o preconceito.

 A grande mídia cria e destrói qualquer coisa.

 Com suas ações a mídia cria mitos e celebridades e ajuda a vender os produtos que anuncia, entre eles o turismo das cidades e regiões que divulga todos os dias nas suas matérias jornalísticas e de variedades. Por outro lado, pela simples [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;"><strong><em><span style="color:#548dd4;">A mídia e o preconceito.</span><br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"> <span style="font-size:10pt;">A grande mídia cria e destrói qualquer coisa.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Com suas ações a mídia cria mitos e celebridades e ajuda a vender os produtos que anuncia, entre eles o turismo das cidades e regiões que divulga todos os dias nas suas matérias jornalísticas e de variedades. Por outro lado, pela simples omissão de informações esclarecedoras ou pela forma como se refere ao objeto da divulgação, a mesma mídia ajuda a construir ou a manter preconceito em relação a pessoas, entidades, raças ou regiões geopolíticas, como é o caso do Norte e do Nordeste do Brasil.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Há muito tempo os brasileiros que não conhecem a Amazônia brasileira e a Região Norte do Brasil, o seu povo e as suas cidades, acreditam que lá só existem florestas, desmatamento e perigos, para os quais concorrem animais selvagens, doenças graves, mosquitos, muito calor e povos primitivos. E esse preconceito estereotipado é reforçado por professores, que transmitem somente as suas convicções equivocadas e o que encontram em materiais didáticos incompletos; e também pelo desinteresse das próprias pessoas da região, ocupadas com outras coisas, e que ingenuamente não percebem o nível de rejeição de que são vítimas. Mesmo os curiosos não sabem como são as cidades da Amazônia, porque ninguém mostra imagens comuns delas, nem em livros ou revistas, e muito menos na televisão, e a maioria jamais viu uma foto de Belém que não seja do Ver-O-Peso, ou de Manaus, que não seja do Teatro Amazonas e de palafitas nas favelas que margeiam igarapés, ou insistentemente dos pontos que eles chamam de &#8220;turísticos&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> É comum ouvir-se das pessoas de qualquer lugar do Brasil que &#8220;lá é muito longe&#8221;, e que só se consegue chegar &#8220;lá&#8221; através de avião ou navio, com muito tempo de viagem. Mas as mesmas pessoas referem-se aos Estados Unidos e à Europa como se estivessem &#8220;logo ali&#8221;, esquecendo-se de que esses lugares estão muito mais distantes que a região amazônica e que também só se chega a eles em viagens muito mais longas de avião ou de navio. Considerando este aspecto os órgãos oficiais e os operadores de turismo da Região Norte concentram suas ações de propaganda e marketing no exterior, desprezando o mercado do Brasil carregado de preconceito, sendo esta mais uma razão para que os brasileiros não saibam como é a Amazônia.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Quando a televisão mostra qualquer matéria sobre as cidades do Sudeste e do Sul, mesmo que os temas sejam tragédias ou fatos criminosos, antes são exibidas imagens que levam a assistência a se lembrar que aquela é uma bela cidade, entre outras de uma região que detém tudo que há de melhor no país, conforme se divulga, esquecendo que nelas também existem inundações, trânsito engarrafado, favelas e falta de segurança, de saneamento, de ensino e de assistência médica, que assolam o Brasil de norte a sul. Todavia se o assunto é sobre a Amazônia, a repórter se posiciona tendo ao fundo um rio, lixo, palafitas ou um matagal, e abaixo surge uma legenda, por exemplo: &#8220;Daniela&#8230; – Manaus&#8221;, não se sabe com qual intenção, mas fazendo crer que somente aquilo é a capital do Amazonas, uma cidade de quase 2 milhões de habitantes, moderna, que detém o sétimo maior PIB entre os municípios brasileiros e a oitava posição entre as cidades mais populosas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A dengue hemorrágica subiu de 1 para 11 casos na área metropolitana de Manaus (acréscimo de 1.000%, como se sabe), com 1 morte, mas o noticiário de televisão, para impressionar de forma negativa, informa com ênfase que <em>&#8220;&#8230; o aumento em Manaus foi de 1.000% &#8230;&#8221;</em>, sem explicar que o total é de onze pessoas doentes, e fazendo os distraídos inferirem que o número é muito maior. Não se deve duvidar que alguém ouve as notícias e pensa: <em>&#8220;&#8230; se no Rio morreram 75, no Norte devem ter morrido muitos mais!&#8221;.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Lê-se e escuta-se tudo sobre a Amazônia, desde dados técnicos bem elaborados até comentários tolos e irresponsáveis, como <em>&#8220;é preciso fechar e jogar a chave fora&#8221;</em>, e infelizmente o que mais se destaca é dito por quem jamais foi lá e não sabe nada de lá, principalmente os brasileiros.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Porém isso só acontece aqui, porque a Amazônia é uma das cinco marcas mais lembradas pelo mundo afora, e o Brasil é conhecido como o país penta-campeão de futebol, pelo carnaval e pela&#8230;Amazônia, cobiçada por todos, desconhecida e desdenhada pelos brasileiros, seus donos - como quer o presidente Luís Inácio Lula da Silva.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em><span style="font-size:16pt;">Links e imagens reais</span><span style="font-size:18pt;">.<br />
</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:14pt;color:#548dd4;"><strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;">A descrição da Amazônia só cabe em incontáveis páginas. Por isso, diante da impossibilidade de detalhar aqui os diversos assuntos, cada um deles pode ser melhor esclarecido com a leitura em sites e obras publicadas, que podem ser acessadas através dos hyperlinks sugeridos ao longo deste texto, alguns até com opiniões conflitantes, mas que ajudam a busca da verdade e incitam as possíveis discussões.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O Google Earth, software gratuito, permite que se vejam imagens minuciosas e reais de todas as regiões do planeta e, neste caso, principalmente as da Amazônia. É possível a visualização com total nitidez dos menores detalhes de tudo que existe nas cidades e na &#8220;zona rural&#8221;, acidentes geográficos, áreas desmatadas, rios, estradas, etc. e mais uma grande quantidade de fotos de todos os locais. Tratando-se da Amazônia, além das cidades, é conveniente que se observem as calhas dos rios e os leitos das estradas, pois mesmo sem necessidade de muita aproximação consegue-se enxergar os contrastes bastante claros entre a vegetação nativa e a aparência resultante da ocupação por sítios e fazendas, além das atividades de desmatamento predatório, obviamente excluindo-se as áreas que não são originariamente ocupadas pela floresta tropical. As imagens não são atualizadas com muita freqüência, mas são recentes. O software pode ser baixado<a href="http://earth.google.com/intl/pt/"> AQUI</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Todos os dados constantes neste texto sobre os tamanhos das populações e dos territórios envolvidos têm como fonte o <a href="http://www.ibge.gov.br/">IBGE</a>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em><span style="font-size:16pt;">O que significa Amazônia.</span><span style="font-size:14pt;"><br />
</span></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><strong> <span style="font-size:10pt;">1 - Amazônia </span></strong><span style="font-size:10pt;">é a região situada na parte norte da América do Sul, com cerca de <strong>6 milhões de km²</strong>, e que é composta por toda a Região Norte do Brasil e trechos dos territórios de mais oito países: <span style="color:black;">Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Corresponde à área da maior floresta equatorial e da maior bacia hidrográfica do mundo, considerada fundamental para a estabilidade e o futuro dos ecossistemas do planeta terra, influenciando extraordinariamente as condições climáticas, principalmente do restante do território brasileiro. A <strong>linha de fronteira</strong>s do Brasil na região amazônica é de <strong>11.500km</strong>, desde a Bolívia até a foz do Rio Oiapoque e ali estão dois dos pontos extremos do Brasil: o<strong> norte,</strong> n</span>a nascente do rio Ailã - monte Caburaí/RR, fronteira com a Guiana; e o<strong> oeste</strong>, nas nascentes do Rio Moa - serra de Contamana ou do Divisor/AC, fronteira com o Peru. É interessante notar que o rio Oiapoque é o extremo norte do país apenas na linha do litoral.</span></span></p>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong> 2</strong> - A <strong>Amazônia Legal </strong>corresponde aos estados da Região Norte, mais o estado de Mato Grosso, o oeste do Maranhão e cinco municípios de Goiás. Ocupa <strong>5.088.668,44km²</strong> com uma população de <strong>23.596.953 habitantes </strong>e, com se vê no mapa, não é totalmente constituída de florestas.</a></span></p>
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<p style="text-align:justify;"><a><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui1.jpg" alt="" align="left" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><br />
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong>MAPA 1</strong></a></span><a><br />
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong><span style="font-weight:normal;font-family:'Lucida Grande';"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui2.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"> Cerrado - Campos - Lavrados </span></span></strong></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong><span style="font-weight:normal;font-family:'Lucida Grande';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><span style="font-family:'Lucida Grande';"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui3.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"> Florestas </span></span></span></span></strong></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong><span style="font-weight:normal;font-family:'Lucida Grande';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><span style="font-family:'Lucida Grande';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><span style="font-family:'Lucida Grande';"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui4.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"> Áreas de desmatamento</span></span></span></span></span></span></strong></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:black;"><strong> 3</strong> - A<strong> Região Norte do Brasil </strong>compreende os estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com território de <strong>3.853.327,24km²</strong> e <strong>14.623.316 habitantes</strong>. </span></span></a></p>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><a> <span style="color:black;"><strong>4</strong> - O <strong>Bioma Amazônia</strong> possui área aproximada de <strong>4.196.943km²</strong> formada pelas áreas totais dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, com <strong>3.575.706,33km²</strong>, que devem ser somados a <strong>621.236,67km²</strong> das áreas norte e oeste de Mato-Grosso, norte de Tocantins e oeste do Maranhão.</span></a></span></p>
<p><a><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui5.jpg" alt="" width="223" height="219" align="left" /></a></p>
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<p style="display:inline !important;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;color:black;"><a><strong>MAPA 2</strong></a></span></p>
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<p style="text-align:left;"><a><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em>O tamanho da Amazônia e como vivem os amazônidas.</em></strong></span></a></p>
<p><span style="font-family:Arial;"> <span style="font-size:10pt;">O apresentador do telejornal dá a notícia de que <em>&#8220;&#8230;a Polícia Federal apreendeu madeira ilegal na Amazônia&#8230;&#8221;</em> como se falasse de uma coisa uniforme, pequena e isolada em um ponto qualquer do norte do país, e quem ouve a narrativa imagina que estão acabando com todas as árvores da Amazônia. De verdade, porém, o fato ocorreu em um ponto isolado de um gigantesco espaço geográfico que <strong>é maior que a metade do Brasil (59,76%)</strong> e onde vivem, estudam e trabalham cerca de <strong>23 milhões de pessoas</strong> (<strong>12,97% dos 183,99 milhões de habitantes do país)</strong>.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Esse enorme território concorre para uma grande diversidade geográfica e biológica, e também entre os seus habitantes, com origens, costumes e vários sotaques diferentes. O estado do Amazonas, sozinho, é quase do mesmo tamanho da região Nordeste inteira, com os seus nove estados, mas no seu território vivem pouco mais de 3,3 milhões de pessoas, que é uma população equivalente à da <strong>área metropolitana</strong> de Recife/PE, resultando dessa característica os gigantescos vazios demográficos que se espalham por toda a região, como extensos desertos verdes cortados por mais de 1.000 rios, lagos, igapós e igarapés. Desses rios, 10 estão entre os 20 maiores do mundo.<span style="font-family:'Lucida Grande';"><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Leia mais detalhes em</span><a href="http://amazonorte.wordpress.com/"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Amazônia - Norte Brasileiro</span></a><a href="www.amazonorte.wordpress.com"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">.</span></a></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> As <strong>áreas urbanas da Amazônia legal </strong>ocupam <strong>2,64 mil km² </strong>dos seus mais de <strong>5 milhões de km² (somente 0,052%)</strong>, e <strong>61%</strong> da população <strong>vivem nas cidades</strong>: Manaus/AM e Belém/PA com mais de 1,4 milhões de habitantes cada uma, São Luis/MA com 957,5 mil, Cuiabá com 527 mil, Porto Velho/RO, Boa Vista/RR, Macapá/AP, Rio Branco/AC, Santarém/PA e Palmas/TO entre 180 mil e 400 mil habitantes; e em outras centenas de cidades, vilas e comunidades situadas predominantemente às margens de rios, obviamente porque isso sempre facilitou o transporte da região, que utiliza a maior &#8220;malha&#8221; hidroviária do mundo.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Ao contrário do que os não esclarecidos pensam, as cidades amazônicas são iguais às das outras regiões, e quem mora na Amazônia não vive &#8220;na floresta&#8221;, da mesma forma que nas outras cidades do Brasil as pessoas não vivem &#8220;na mata&#8230;atlântica&#8221;, &#8220;no brejo&#8221; ou &#8220;no cerrado&#8221; (<a href="http://earth.google.com/intl/pt/"><span style="color:blue;">veja no Google Earth</span></a>). Manaus e Belém já tiveram outros períodos de esplendor durante os dois ciclos da borracha, entre o final do século XIX e meados do século XX, quando eram consideradas entre as mais importantes do mundo. Manaus foi a primeira cidade brasileira a ser urbanizada e a segunda a possuir rede elétrica e bonde elétrico, enquanto na maior parte das cidades brasileiras as pessoas ainda andavam em carruagens e carroças, e teve também a primeira <span style="text-decoration:underline;">Universidade</span> brasileira, <strong>criada em 1909</strong> – que deu origem à atual UFAM - fato registrado no Guiness Book (Guiness World Records).<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O IDH das principais cidades rodeia a média nacional que é 0800. O IDH de Belém/PA é 0806 e o de Manas é 0774 - entre 0650, na periferia, e 0940 em bairros e locais considerados nobres. O IDH de Cuiabá é 0821 e o de São Luis é 0778.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Leia mais sobre estes assuntos em <a href="http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=2388&amp;lay=pde">PNUD Brasil</a> e em <a href="http://amazonorte.wordpress.com/2008/02/01/manaus-%E2%80%93-metropole-no-centro-da-amazonia/">Amazônia - Norte Brasileiro</a>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><a href="http://www.amazonorte.wordpress.com/2008/02/01/manaus-%e2%80%93-metropole-no-centro-da-amazonia/"></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Embora sejam capitais de estados abrangidos pela Amazônia Legal, São Luis, Cuiabá e Palmas não estão na área do Bioma Amazônia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Com mais da metade da população vivendo nas cidades, os amazônidas deixam <strong>99,94% do território amazônico (5,086 milhões de km²) </strong>para os ecossistemas do planeta Terra, e nesse espaço continental se distribuem apenas <strong>9,23 milhões</strong> de pessoas, ou seja, <strong>1,82 habitante/km², em média</strong> - uma das mais rarefeitas ocupações demográficas que existem. Para que se tenha uma idéia comparativa, no restante do território do país, 3,461 milhões de km², vivem os outros <strong>174,76 milhões</strong> de brasileiros, com média de <strong>50,5 habitantes/km²</strong>.<span style="color:#4f81bd;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Quem povoou a região foram portugueses, espanhóis, ingleses, holandeses e outros europeus, seguidos por asiáticos e africanos, entre eles árabes e não árabes, e depois brasileiros de outras regiões, principalmente os nordestinos desde o final do século XIX, além dos indígenas que já estavam lá, só Deus sabe a partir de quando. Certa vez o então governador do Acre, Jorge Viana, disse que nas comemorações cívicas do estado são hasteadas duas bandeiras: a do Acre e a do Ceará, estado que mais contribuiu com cidadãos para povoar a parte ocidental da região.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O povo amazônico é formado por <strong>28,49% de brancos</strong>, <strong>63,97% de pardos</strong>, <strong>6,36% de pretos e amarelos</strong> e <strong>1,18% de indígenas</strong> (cerca de 280 mil índios, distribuídos em diversas etnias), que correspondem a <strong>37,87% dos indígenas do Brasil</strong>, mas que são considerados pelo restante dos brasileiros como os únicos seres humanos que habitam a Amazônia.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Então <strong>onde podem estar os outros 62,13% dos nossos irmãos indígenas</strong>?<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Pode ser estranho ou surpreendente, mas estão distribuídos em todas as outras regiões do país, próximos às pessoas que pensam que eles só existem na Amazônia. A cidade brasileira que possui a maior população de índios é São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e a segunda é São Paulo, a maior cidade da América do Sul. Conforme os números divulgados pelo IBGE, a Bahia possui a segunda maior população indígena, com 64.240 índios, e o estado de São Paulo fica com a terceira, de 63.789 índios, enquanto que o Amazonas é o primeiro, com 113.391. Os totais da FUNAI não batem com os do IBGE, porque ela só considera os índios sob o seu amparo.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A Região Norte detém as maiores taxas de crescimento populacional do Brasil. Veja também no IBGE.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A cultura da Amazônia tem uma variedade proporcional ao seu tamanho, recebendo influência dos colonizadores em algumas regiões mais que nas outras, mas com uma inegável participação indígena, andina e dos originários da África e da Ásia, muito evidente no folclore, na dança e na música. Assim como acontece em todas as regiões que permitem interação com o mundo chamado de &#8220;globalizado&#8221;, as facilidades tecnológicas de comunicação ensejam constante incremento dessas culturas, principalmente nos maiores aglomerados urbanos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Se tudo é grande, tudo também é muito longe, e uma grande diferença da Região Norte para as outras regiões é que no centro da Amazônia é quase impossível a construção de estradas de maior alcance; e no lugar de trens, ônibus, caminhões e automóveis, os meios de transporte para longas distâncias são somente aeronaves e barcos.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Considerando que o uso de aviões e helicópteros é mais caro, embora existam lá em grande quantidade também, o transporte popular entre cidades é feito por milhares de barcos. Alguns, mais velozes, fazem os percursos em poucas horas, mas os convencionais levam dias para vencer a mesma distância. Entre os vários tipos há os que oferecem conforto como o de hotéis de alto nível, enquanto outros disponibilizam apenas lugares para que as pessoas se acomodem em &#8220;redes&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Por conseqüência dessas características físicas da região as <strong>propriedades</strong> e as <strong>populações rurais</strong> se distribuem <strong>nas margens dos grandes rios e lagos</strong>, onde predominam moradias e outras instalações montadas em palafitas, necessárias para resistir às cheias periódicas. Quando os níveis das águas alcançam os soalhos das palafitas os seus ocupantes constroem outros mais altos, e para o gado constroem estruturas de madeira chamadas &#8220;marombas&#8221;. Existem ainda os &#8220;flutuantes&#8221;, que são edificações construídas sobre enormes toras de madeira, que acompanham a subida e descida das águas e podem até ser rebocadas para qualquer outro lugar, ou outro rio.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Neste ponto é necessária uma explicação sobre as viagens de barcos na bacia amazônica, que por analogia deve ser entendida como um gigantesco esqueleto de peixe, cuja linha vertebral corresponde ao Rio Amazonas, enquanto que as espinhas correspondem aos rios secundários ou afluentes, cada um deles também com subafluentes etc.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Imaginando que alguém se encontre na ponta de uma das &#8220;espinhas&#8221; (ou no alto de um rio afluente), para chegar à ponta de outra &#8220;espinha&#8221;, é necessário descer toda a extensão do primeiro rio, navegar pelo rio principal (o maior do mundo) e subir o segundo rio até chegar ao destino, o que às vezes demanda semanas de viagem.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Numa ocasião uma pessoa dizia que fora transferida para Rio Branco/AC e a sua mudança havia seguido por via rodoviária até Porto Velho/RO. Sem deixar que a pessoa terminasse o que dizia, um ouvinte antecipou-se e completou: - E a partir daí vai de navio até Rio Branco, não é?<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Não! A mudança seguiria mesmo por estrada até o destino, pois Porto Velho está na ponta de uma &#8220;espinha&#8221;, o Rio Madeira, e Rio Branco é cortada pelo Rio Acre, um afluente que está na ponta da &#8220;espinha&#8221; chamada Rio Purus. Por estrada o transporte levaria umas oito horas, no máximo, mas por via fluvial chegaria com umas quatro semanas, considerando também que o Purus é um dos rios mais longos que existem (mais de 2.000km), embora percorra em linha reta uma distância equivalente a cerca da metade da sua extensão, o que acontece por ser este um rio sujeito à formação de inúmeros meandros no seu curso, além de ter a navegabilidade dificultada na época de seca.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Os amazônidas da &#8220;zona rural&#8221; são adaptados às peculiaridades da sua região, e o único aspecto ruim do seu modo de viver, aquele que é prioritariamente mostrado pela mídia tendenciosa, é o isolamento de localidades e comunidades &#8220;ribeirinhas&#8221; nas extremidades desses rios, por conta do vazio demográfico já mencionado, muitas delas sem energia elétrica e saneamento adequado, sem transporte rápido para os casos de emergência, sem assistência médica e sem educação, quase sempre limitada à alfabetização e ao ensino fundamental, o que concorre para que esses populações isoladas vivam com um IDH muito baixo, perto de 0600. O analfabetismo na região é de 19%, com cerca de 7% nas áreas urbanas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Pelo esforço de diversos setores da sociedade e dos governos, inclusive das Forças Armadas, existem barcos que se deslocam ao longo dos rios e de aeronaves que visitam os ribeirinhos e aldeias indígenas para levar assistência médica e social, material de ensino e até assistência jurídica e religiosa. Existem lanchas-ambulâncias e navios-hospitais.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Destaca-se aqui a atividade dos &#8220;regatões&#8221;, barcos-armazéns que sobem os rios periodicamente vendendo aos ribeirinhos alimentos não perecíveis, roupas, combustíveis, utensílios e outras coisas, quase sempre cobrando preços abusivos. Na verdade o que ocorre são trocas desses materiais por produtos da atividade do habitante local.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em>O relevo, os solos, a vegetação e o clima.<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em> </em></strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O relevo da região é caracterizado por baixas altitudes, a chamada <strong>planície amazônica</strong>, onde ocorrem as <strong>Matas de Igapó</strong>, sempre inundadas, as <strong>Matas de Várzea</strong>, só inundadas nas cheias dos rios e as <strong>Matas de Terra Firme</strong>, nunca inundadas e situadas nos baixos planaltos da Amazônia. Mas lá também ocorrem planaltos, e na serra de Imeri, no Estado do Amazonas, nas proximidades da fronteira com a Venezuela, encontram-se os dois pontos mais altos do relevo brasileiro, o <strong>pico da Neblina, com 2.994m</strong> e o <strong>pico 31 de Março, com 2.992m </strong>de altitude (fonte: IBGE).<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O Bioma Amazônia não é composto somente de florestas, desde que lá também existem campos, no litoral do Amapá e na Ilha de Marajó, e os do estado de Roraima, que são chamados de &#8220;lavrados&#8221; ou de &#8220;savanas das guianas&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Quando as pessoas viram imagens da reserva <strong>Raposa Terra do Sol, </strong>durante os conflitos entre arrozeiros e índios, chegaram a dizer: <em>&#8220;- Vejam o que fizeram com a floresta, desmataram tudo&#8230;!&#8221;</em><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O que viam, porém, eram os campos (lavrados) de Roraima, área situada no hemisfério norte, com características diferentes do restante da região.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> <img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui6.jpg" alt="" width="286" height="264" align="left" /></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>MAPA 3</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui7.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Campos (Lavrados)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui8.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Floresta pluvial tropical amazônica<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui9.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Floresta estacional<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img src="http://nosenossascoisas.files.wordpress.com/2008/06/062908-2231-amazniamui10.png" alt="" /><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Cerrado</span><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em><br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Mito ou não, consta que é pobre a maior parte dos solos da floresta tropical, situada no centro da bacia amazônica (não todos). Se houver desmatamento, o solo que abriga árvores de até 60m de altura se torna arenoso e estéril, razão pela qual essas áreas são as mais preservadas, já que não serviriam mesmo para agricultura e pastagens. O estado do Amazonas possui somente 2% do seu território desmatado para agricultura, enquanto que o Amapá possui o maior índice de preservação das florestas, quase intocadas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Em contrapartida são muito férteis os solos do sul do Acre, do leste e do sudoeste de Rondônia, do extremo sul do Amazonas, do norte de Mato-Grosso e do Tocantins, do sul/sudoeste do Pará e oeste do Maranhão (meio-norte), e estes são os principais alvos dos desmatamentos para criação de pastagens, grandes plantações (de soja e outros) e extração de madeira. Veja isso no MAPA 1.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Para ler sobre os climas da região amazônica consulte o IBGE e <a href="http://www.cptec.inpe.br/products/climanalise/cliesp10a/fish.html">CPTEC</a>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:16pt;font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em>A economia da região amazônica.<br />
</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#548dd4;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:14pt;font-family:Times New Roman;"><em>Como é:</em></span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#548dd4;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:Times New Roman;"><em><span style="font-style:normal;font-weight:normal;font-family:Arial;color:#000000;"><span style="color:#548dd4;"><strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;">O legado da natureza conduz a vocação econômica da Amazônia para o extrativismo vegetal, inclusive de madeira de lei, látex, castanha, óleos vegetais, guaraná, açaí, cupuaçu e outros, extrativismo mineral (acompanhado de petróleo e gás natural), pesca e piscicultura, indústria de beneficiamento das matérias primas naturais, agricultura, pecuária, produção de alimentos e turismo.</span></span></em></span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Acompanhando a história constata-se que os verdadeiros donos da Amazônia sempre viveram na zona rural uma economia quase que somente de subsistência, tirando da terra pouco mais que o indispensável à sua sobrevivência e sem contribuir para a devastação da fonte dos muitos e variados recursos, dispostos em uma área tão grande que todos os seus usuários originais não seriam capazes de extinguir. Isso é corroborado quando se analisam as regiões mais afetadas pelo desmatamento através de imagens feitas de satélites, pois ao longo das estradas (avanço econômico e tecnológico) se vêem mosaicos correspondentes às propriedades rurais que praticam substituição da cobertura vegetal – que em muitos casos atendem só, ou principalmente, aos interesses de pessoas e entidades estranhas à região - enquanto que as margens dos rios se mostram preservadas, já que não foram exauridas pelos amazônidas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Essas evidências primárias já são suficientes para se concluir que a economia da região tem pelo menos duas faces:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> - A primeira corresponde ao uso legítimo da mão-de-obra regional, e até da que é atraída desde outros locais, para a exploração racional e o processamento dos seus recursos naturais, assim como a industrialização de bens em geral. E admite-se essa legitimidade por se saber que as atividades econômicas de todas as regiões do mundo têm sempre relação com o que se pode obter entre os seus recursos locais e as suas potencialidades, as necessidades dos seus habitantes, disponibilidade de força de trabalho e condições climáticas e geográficas;<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> <strong>- </strong>A outra é a exploração irresponsável e ilegal da terra e das suas potencialidades, nos moldes que sempre foram usados no mundo todo e no restante do Brasil, desde a colonização, por entidades que buscam somente o lucro momentâneo, sem se importar com o rastro de destruição que fica à sua passagem. Exemplos disso são a extinção do pau-brasil e a do jacarandá, a devastação da mata atlântica etc.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A <strong>Amazônia Legal</strong> produz 40% da soja e da carne do Brasil, possui cerca de 75 milhões de cabeças de gado, e abriga algumas das maiores propriedades rurais do mundo. Os maiores rebanhos de búfalos do país estão no Pará e no estado do Amapá, em perfeita simbiose, pois os bubalinos usam basicamente pastos naturais e são convenientemente integrados às características da região. A maior parte do gado bovino está dentro do <strong>Bioma Amazônia</strong>, e dados da Confederação Nacional de Agricultura dão conta de que somente 2% da produção de grãos tenham avançado sobre ele. O Estado do Pará tem enormes conflitos ligados à propriedade e exploração de terras e possui uma das maiores áreas de exploração irregular das florestas na Amazônia, como se pode ver no MAPA 1 e no Google Earth. O Acre, Roraima, Tocantins e o Amapá possuem economia extrativista vegetal, animal e mineral, desenvolvem a pecuária e a agricultura e mantém industrias de produção de alimentos e movelaria.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O estado de Mato Grosso também possui gigantesca área desflorestada na Amazônia, e a utiliza economicamente para consolidar-se como o maior produtor brasileiro de soja, carnes e algodão, enquanto que o Maranhão, terra das palmeiras, explora comercialmente babaçu, carnaúba, buriti, juçara e bacaba, mas também possui grandes reservas e produção de calcário, indústria de transformação de alumínio, alumina, alimentos e madeira, e grande atividade pecuária.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Leia texto sobre o assunto em <a href="http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/ambiente/conteudo_273988.shtml">Planeta Sustentável</a> .<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O estado de Rondônia, que apresenta o maior índice de áreas ocupadas sem a cobertura da floresta original em relação ao seu território, recebeu incentivo do governo federal como principal fronteira agrícola a partir da década de 1970, e atraiu para lá grande força de trabalho e de investidores dos estados do sul do país, de Minas Gerais e do Espírito Santo, o que até fez mudar os sotaques na região ocupada. Além da agricultura e da extensa pecuária, também possui extração mineral e desenvolve a industria de beneficiamento de madeiras e moveleira, de alimentos, de confecções, de construção civil e metalúrgica.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Como nos outros estados da Amazônia, a economia do Amazonas inclui extrativismo vegetal e mineração, agricultura, pecuária de corte e de leite em pequena escala, piscicultura e pesca, industrialização de alimentos, turismo (e ecoturismo), mas as suas principais atividades se concentram na capital, Manaus, que detém os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e mantém os pólos, comercial, industrial, agropecuário e de biotecnologia.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> As principais áreas de exploração de minérios são: a Serra dos Carajás, no Pará, onde se extrai ferro e onde se encontra a maior mina a céu aberto do mundo, da Vale (do Rio Doce); a Serra do Navio, no Amapá, com extração de manganês; e Oriximiná, no norte do Pará, de onde se retira bauxita para a produção de alumínio. A extração de petróleo e gás natural é feita a partir de Urucu, no município de Coari, no Amazonas, o processamento é feito na REMAN – Refinaria de Manaus e está em fase bastante avançada a construção do gasoduto Coari/Manaus. O potencial mineral da Amazônia é formado também por algumas das maiores jazidas e reservas mundiais como: ouro, no Pará, no Amazonas, no Amapá, em Roraima e em Mato Grosso; bauxita, no rio Trombetas/PA; ferro também no Amapá e no Amazonas (além do Pará); sal gema no Pará e no Amazonas; manganês no Amazonas, no Pará e no Amapá; cassiterita em Rondônia e no Amazonas; diamantes em vários locais; gipsita, linhita, calcário, cobre, nióbio, estanho, tântalo, zircônio, caulim, chumbo e níquel.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Leia mais <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL2416-5598,00.html">AQUI</a>.</span><br />
<a href="http://www.g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL2416-5598,00.html"></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="color:#548dd4;"><strong><span style="font-family:Times New Roman;"><em>A Zona Franca de Manaus: </em></span></strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Foi criada na década de 1950 como uma tentativa de movimentar a economia da Amazônia Ocidental após a falência do 2º ciclo da borracha, e foi reformulada e reinstalada em 1967, durante o primeiro governo militar.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A ação se deu sob o argumento de que era necessária a integração das regiões brasileiras, pois havia até o slogan &#8220;Integrar para não Entregar&#8221;, e isso seria complementado com a ocupação das áreas despovoadas, além de prover condições de sobrevivência econômica e infra-estrutura que atraíssem mão-de-obra, e, principalmente, capital nacional e estrangeiro. Em um perímetro de 10.000km² do município de Manaus estabeleceram-se:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> - o Pólo Comercial – que em curto tempo transformou a cidade num enorme shopping center de produtos importados, visitado por todos os brasileiros em busca de menores preços de novidades do primeiro mundo, que naquela época ainda não estavam disponíveis no restante do país;<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> - o Pólo Industrial - vigoroso, com mais de 450 fábricas sem chaminés que incluem as principais multinacionais da indústria eletroeletrônica, de veículos utilitários, motocicletas e bicicletas, gráfica, relojoeira, e outras;<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> - o Pólo Agropecuário – no distrito agropecuário, serve principalmente para experiências cientificas, e<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> - o Pólo de Bioindústria – que conta com o CBA – Centro de Biotecnologia da Amazônia e uma rede de laboratórios para estudo e elaboração de produtos industriais a partir da biodiversidade. Há anos várias empresas da região distribuem e exportam seus produtos feitos com matéria prima da floresta.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> O modelo da Zona Franca de Manaus, que tem vigência assegurada até o ano de 2023 pela Constituição Federal, é intensamente criticado e combatido pela mídia e por representantes das outras regiões, que freqüentemente conseguem aprovar no Congresso Nacional ações legais que comprometem a concorrência dos produtos do Pólo Industrial de Manaus, obrigando a bancada do Amazonas a uma vigilância constante para evitar grandes prejuízos à economia do seu estado.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Há dias o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, declarou que as fábricas de Manaus &#8220;não deveriam produzir motocicletas e bicicletas&#8221;&#8230; televisores, etc., porque esses produtos nada têm a ver com a região, e ele pode estar certo. Mas não se pode negar que as atividades industriais em Manaus contribuíram decisivamente para a preservação da cobertura florestal no Amazonas, visto que multiplicaram postos de trabalho e atraíram para lá a mão-de-obra disponível nos arredores, que desistiu de tentar explorar inadequadamente a terra onde vivia.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Para contrariar a opinião do ministro, neste momento existem em Manaus 13 fábricas das diversas marcas de motocicletas, e outras 6 preparam o início da produção. A Moto Honda possui ali a sua segunda maior fábrica no mundo, atrás somente da que possui no Japão, e planeja a instalação de outra planta no PIM.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> <strong>Leia tudo sobre a Zona Franca de Manaus no site da <a href="http://www.suframa.gov.br/modelozfm.cfm">SUFRAMA</a>.</strong><br />
<a href="http://www.suframa.gov.br/modelozfm.cfm"></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:14pt;color:#548dd4;"><strong><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Como deve ser:</em></span><span style="font-family:Arial;"><br />
</span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#548dd4;"><strong> </strong></span><span style="font-size:10pt;">Pela sua condição de componente vital dos ecossistemas do planeta, não há a menor dúvida de que a Amazônia pertence à humanidade, como também pertencem à humanidade a tundra, a taiga e as florestas temperadas do hemisfério norte, a Antártida, as selvas asiáticas e africanas, os oceanos e mares, o pantanal, o cerrado, o que resta da mata atlântica, a floresta de araucárias, as cordilheiras dos Andes e do Himalaia, as montanhas rochosas, os everglades, os desertos e os mangues. E para a preservação de todos há necessidade de ações enérgicas dos governos envolvidos, sem contudo comprometer a soberania de cada país em relação ao seu território.<br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Portanto, pelas limitações impostas pelo contexto ecológico que envolve a região, e por ser ela também fonte econômico-social para os seus habitantes e de consumo para o restante dos brasileiros e o resto do mundo - desde que as deficiências dos outros ecossistemas do planeta não acabem com ela - há necessidade de profundos estudos e planejamento para encontrar o modo ideal de crescimento, ou pelo menos de estabilidade econômica, com o uso racional e minucioso da terra e do que dela se pode obter, definindo maneiras de repor ou compensar o que for retirado.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Entre essas práticas racionais está a de incentivar nos centros consumidores a reutilização de produtos e o uso de materiais recicláveis, renováveis e não poluentes, reduzindo a exploração de matéria prima. Por exemplo, como meio a ser ampliado para reduzir o uso de embalagens plásticas, altamente poluentes, espera-se que receba incentivo a produção de fibras têxteis, como a juta e a malva, que são plantas amazônicas de ciclo curto cujo desenvolvimento ocorre nas várzeas durante a vazante dos rios, e que por isso mesmo pouco interferem nas condições ambientais.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Como o mundo necessita da madeira que a Amazônia fornece, é absolutamente óbvio que esse tem que ser um dos seus produtos, mas a atividade tem que ser praticada de uma forma que inclua reflorestamento, manejo planejado e cuidados especiais dedicados a cada espécie em particular. Sobretudo seria ótimo se esse reflorestamento substituísse as áreas desmatadas para pasto e produtos agrícolas de grande volume, como a soja e a cana-de-açúcar, embora se deva perseguir a hipótese de melhoria nas condições de execução dessas culturas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A mesma racionalidade exige também definição legal de parâmetros balizadores das atividades que afetam o meio ambiente, como esse cultivo e processamento de madeira, agricultura, pecuária e mineração, além da adoção de métodos eficazes de fiscalização e punição dos que excederem a esses limites.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A Zona Franca de Manaus é alvo de várias formas de ação pela concorrência, seja através da mídia, aparentemente a serviço dos verdadeiros interessados, seja através de interferência política, ou mesmo do comércio nacional ou internacional, e acaba de sofrer dois duros golpes que resultam em fechamento de empresas e a conseqüente redução de postos de trabalho. Um é a opção das indústrias locais de eletro-eletrônicos por importar componentes da China, mais baratos pelas razões que todos conhecem, do que comprá-los dos fornecedores tradicionais, do próprio Pólo Industrial de Manaus ou de outra praça brasileira; e o outro ocorre porque o Senado acaba de aprovar isenção de sete impostos para empresas autorizadas a operar em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) espalhadas pelo país, que poderão também vender 20% da sua produção no mercado interno desde que sejam pagos todos os tributos incidentes.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A Zona Franca sempre se recupera desses abalos, mas parece ser este o momento mais oportuno para deslanchar os projetos em andamento do Pólo de Bioindústria, que utiliza a biodiversidade sem concorrência da floresta e opera a partir do PROBEM/Amazônia – Programa Brasil. de Ecologia Molecular para Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Conforme relato da SUFRAMA o programa atrai a atenção de várias indústrias nacionais e estrangeiras que formulam medicamentos, vacinas e cosméticos utilizando matéria prima natural, e o governo brasileiro espera desenvolver rapidamente as facilidades para que novas empresas aproveitem as oportunidades oferecidas. Os produtos do novo pólo serão alimentos, cosméticos, fármacos, inseticidas biológicos, essências, aromatizantes, corantes naturais, antioxidantes e fermentos. O Centro de Biotecnologia da Amazônia é responsável pela implementação da infra-estrutura científica e tecnológica, e pelo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva e dos meios de proteção da biodiversidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A extração de látex nunca deixou de ser feita na Amazônia, embora em menor escala, mas neste momento ressurge em importância e volume de produção para atender a contratos com grandes empresas, que inclusive se dedicarão à fabricação de pneus para motocicletas e bicicletas em Manaus, incentivadas também pela disponibilidade de gás natural extraído e canalizado desde o campo de Urucu em Coari/AM, que reduzirá sensivelmente o seu custo de produção.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A região possui um grande potencial turístico que deve ser estimulado, principalmente no turismo ecológico, embora já explore com sucesso estruturas hoteleiras de alto padrão convencional, assim como os Lodges (ou hotéis de selva), que têm entre seus hóspedes inúmeras celebridades internacionais.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Times New Roman;color:#548dd4;"><strong><em><span style="font-size:16pt;">A infra-estrutura. </span><span style="font-size:14pt;"><br />
</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Na Amazônia os acessos sempre impuseram dificuldades, e isto é constatado até nos relatos sobre a época da colonização do Brasil, pois a demora para o início da sua ocupação tem várias explicações, inclusive a de que era quase impossível, a partir do Atlântico, navegar contra a corrente do &#8220;Mar Dulce&#8221; nos navios a vela e a remo da época. Na verdade a exploração só teve início a partir das expedições dos espanhóis, que vinham dos Andes em busca do &#8220;país da canela&#8221; e do &#8220;Eldorado&#8221;, e percorreram a bacia amazônica ao sabor da correnteza do Amaru Mayu (A serpente Mãe do Mundo), que depois batizaram de Amazonas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Houve expedições subindo o Rio Amazonas, e a união ibérica concorria para que espanhóis entrassem nos domínios lusitanos, e vice-versa, mas os portugueses só chegaram efetivamente à Amazônia no início do século XVII, através das expedições realizadas por terra para explorar os sertões, em busca principalmente de ouro e pedras preciosas. E ali, no território do Grão-Pará, encontraram ingleses e holandeses que, havia muitos anos, já tiravam proveito de um ativo comércio de madeiras e pescado, iniciando plantios de cana-de-açúcar, algodão e tabaco, até serem expulsos em 1639. Ironicamente, desde o descobrimento e a colonização, os &#8220;brasileiros&#8221; já desprezavam as coisas amazônicas, que extraordinariamente já atraíam &#8220;estrangeiros&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Voltando à analogia entre a bacia amazônica e um esqueleto de peixes, no centro da Amazônia é mais fácil a construção de imensas pontes do que estradas - e isso já está acontecendo em Manaus, mas nas extremidades das &#8220;espinhas&#8221;, onde os rios são menos caudalosos, e entre cada uma dessas &#8220;espinhas&#8221; ou grandes rios, existem estradas, como a BR-319 – Porto Velho/Manaus (em recuperação); a BR-174 – Manaus/Boa Vista, que leva ao Caribe através da Venezuela; a BR-163 – no trecho Cuiabá/Santarém; e diversas estradas estaduais. Existe extensa malha rodoviária e até ferrovias no sul e no leste do Pará, no Maranhão e em Mato-Grosso, no sul do Acre e em Rondônia. O acesso do Brasil a portos peruanos na costa do Pacífico será possível através da rodovia interoceânica, que estará concluída até o ano 2010 e atravessa a fronteira com o Perú em Assis Brasil, no estado do Acre.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> As cargas rodoviárias de/para Manaus/AM e Boa Vista/RR são colocadas em carretas, embarcadas em comboios de balsas fluviais com até quarenta carretas cada uma, e transportadas entre Manaus/Belém e Manaus/Porto Velho, e daí para o resto do país por estradas. As cargas marítimas são transportadas por grandes navios oceânicos que chegam até Manaus, mas que também podem navegar até Iquitos, no Perú, pelo rio Solimões (rio Amazonas).<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Diante da inexistência de estradas, a maioria dos municípios da Amazônia possui pelo menos uma pista para operações de aeronaves, e onde elas não existem são operados hidroaviões. O aeroporto de Belém é um dos mais modernos do Brasil e o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, é o terceiro em movimentação de carga, atrás apenas de Viracopos e Guarulhos, e em breve passará por reforma e ampliação. Para que se perceba o nível desses aeroportos não é demais acrescentar que o aeroporto de Manaus, construído na mesma época que o Galeão, Confins e Guarulhos, foi inaugurado antes dos outros três, tornando-se então o primeiro do Brasil a possuir fingers (pontes para acesso de passageiros às aeronaves).<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Os rios amazônicos abrigam hidrelétricas como Samuel, em Rondônia, Balbina, no Amazonas e Tucuruí, no Pará, que atende também a uma parte da Região Nordeste, e estão em projeto e licitação outras sete usinas para exploração do potencial hídrico da região. Das que estão em fase mais adiantada, duas serão construídas no Rio Madeira, em Rondônia; e outra, a usina de Belo Monte (no Pará), será a segunda do Brasil, posição que hoje é ocupada pela usina de Tucuruí. Com a conclusão do gasoduto Coari/Manaus será viabilizada a utilização de gás natural para geração e barateamento de energia, que atenderá às indústrias locais e quase à totalidade da área metropolitana de Manaus.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Agora já se sabe como é a Amazônia.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Paulo Vale, um amazônida.</span></p>
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		<title>O poder de cada cidadão.</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 18:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Paul-Michel Foucault, filósofo francês (1926-1984), afirma em suas obras que o poder deve ser entendido a partir das relações que estabelecemos no cotidiano e não como um privilégio de poucos.
 Foucault não concebe o poder como algo que os indivíduos cedem a alguém, ou que alguém conquista ou do qual se apossa, mas como uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Paul-Michel Foucault, filósofo francês (1926-1984), afirma em suas obras que o poder deve ser entendido a partir das relações que estabelecemos no cotidiano e não como um privilégio de poucos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;"> Foucault não concebe o poder como algo que os indivíduos cedem a alguém, ou que alguém conquista ou do qual se apossa, mas como uma relação de forças, e que, por ser relação, está em todas as pessoas, em todos os lugares e em tudo que se faz, não restando qualquer cidadão desprovido disso, podendo qualquer um exercer livremente um tipo de poder, por menor que seja. Para o filósofo, o poder não é somente opressor ou repressor, pois também produz efeitos positivos de verdade e saber, práticos e subjetivos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-136"></span><span style="color:black;">Acompanhando esses conceitos percebe-se que cabe às pessoas em geral, ao cidadão comum, profundidade e radicalismo no acompanhamento do que acontece no cotidiano, nas suas próprias ações e experiências mais simples de relações de poder, evitando contemplar passivamente as coisas ao seu redor e somente comentar as mazelas que marcam o seu país, a sua comunidade. Entende-se que há necessidade das pessoas serem atuantes e não esperarem que outros tomem a iniciativa para resolver as situações, pois somente desse modo será possível mudar a realidade adversa.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;"> Isso serve com justeza a todos nós, brasileiros, que só acompanhamos e comentamos o desrespeito e o extremo desprezo de que somos vítimas por parte dos nossos políticos, e continuamos esperando resignadamente que alguém faça alguma coisa, sem percebermos que cada cidadão também é capaz de exercer o poder de reação, pacificamente, pelos meios legais disponíveis.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;"> Entre raras e isoladas manifestações populares pela redução da violência e da corrupção, e pela ética na política, comprovadamente inócuas, o que vemos são campanhas ecológicas cheias de hipocrisia, lideradas por artistas e intelectuais, em defesa da Amazônia por exemplo, sem nem saberem do que estão falando e, aparentemente, sem considerarem que lá existem mais de vinte e cinco milhões de pessoas de todas as origens, como em qualquer outro lugar, e não somente árvores, animais e povos primitivos, como a grande mídia tenta fazer crer. Devemos fazer a defesa da Amazônia, que é necessária, mas esses oportunistas, em busca de promoção pessoal, só o fazem por ser mais fácil, ao contrário da verdadeira resistência aos desmandos da nossa classe dominante, muito mais difícil e arriscada.<strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Fala-se muito que o voto é o principal trunfo que possuímos, e que é através do &#8220;voto certo&#8221;, do &#8220;voto consciente&#8221;, que poderemos escolher melhor os nossos representantes, mas no momento de votar tentamos fazer a melhor escolha e nos deparamos sempre com os mesmos candidatos, impostos conforme interesses minoritários: pessoais, dos partidos políticos e de grupos dominantes. A partir disso decidimos reagir e &#8220;boicotar&#8221; eleições, votando em branco, anulando o voto, ou elegendo com deboche artistas, atletas, ou outras figuras bizarras que despontam no meio político, que não trazem qualquer resultado bom para a sociedade e somente comprometem mais ainda a imagem dos governos e do legislativo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para que se tente modificar esse cenário há necessidade de que cada pessoa comum, bem intencionada, candidate-se também a cargos eletivos, para ocupar nos partidos políticos e nos poderes da República os lugares que hoje estão sob o controle da escória. Todos os cidadãos, sentindo-se livres, devem participar da elaboração de normas, tornando-se co-responsáveis pelos resultados do seu cumprimento, além de não se considerarem impotentes, acreditando que tudo está bem porque há leis e estas são obedecidas. Deve-se sempre perseguir mudanças que levem ao alcance de maior liberdade e de uma vida melhor para todos.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem entre nós já percebeu o seu próprio poder? E o que nos impede de tentar melhorar tudo que nos rodeia?</p>
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		<title>Tu ou Você.</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 12:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Os pronomes são as palavras variáveis em gênero, número e pessoa que substituem ou acompanham o nome (substantivo e adjetivo), indicando-o como pessoa do discurso. Existem pronomes pessoais (retos, oblíquos e os de tratamento), possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos.

 Os pronomes pessoais servem para designar as três pessoas do discurso e os do caso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;">Os pronomes são as palavras variáveis em gênero, número e pessoa que substituem ou acompanham o nome (substantivo e adjetivo), indicando-o como pessoa do discurso. Existem pronomes pessoais (retos, oblíquos e os de tratamento), possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-133"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> Os pronomes pessoais servem para designar as três pessoas do discurso e os do caso reto são: <strong><em>eu, tu, ele, nós, vós, eles</em></strong>, estando os três primeiros no singular e os três últimos no plural. Em qualquer frase <strong>&#8220;<em>eu&#8221;</em></strong> indica a pessoa <strong>que fala</strong>, e <strong>&#8220;<em>nós&#8221;</em></strong> as pessoas <strong>que falam </strong><strong>(primeira pessoa - emissor)</strong>;  <strong>&#8220;<em>tu&#8221;</em></strong> e <strong>&#8220;<em>vós&#8221;</em></strong>,  designam a pessoa ou as pessoas <strong>com quem se fala </strong><strong>(segunda pessoa - receptor)</strong>; e finalmente <strong>&#8220;<em>ele&#8221; </em></strong>e <strong>&#8220;<em>eles&#8221; </em></strong>determinam as pessoas de <strong>quem se fala </strong><strong>(terceira pessoa - referente)</strong>.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> Os pronomes pessoais exercem a função de sujeito da frase e, como se sabe, o <em>&#8220;sujeito&#8221;</em> é o elemento a respeito do qual se informa algo, enquanto que o <em>&#8220;complemento&#8221;</em> apenas completa o sentido da frase. O verbo <em>querer</em> significa <em>desejar, almejar, exigir</em>, <em>permitir,</em> entre outras coisas, mas se for dito somente <em>&#8220;eu quero&#8221;</em> a frase estará incompleta, pois não se sabe o que a pessoa quer, havendo portanto a necessidade de se incorporar aí o complemento, resultando por exemplo em <em>&#8220;eu quero você&#8221;, </em>que também pode ser <em>&#8220;eu te quero&#8221;.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> Na frase <strong><em>&#8220;tu me amas&#8221;</em></strong> há dois pronomes pessoais, sendo <strong>&#8220;<em>tu&#8221;</em></strong> um pronome pessoal reto que funciona como sujeito, e <strong><em>&#8220;me&#8221;</em></strong> um pronome pessoal oblíquo que faz o papel de complemento. Para facilitar o entendimento podemos dizer que os pronomes pessoais retos somente são usados precedendo verbos (<em><strong>eu faço&#8230;, tu envias&#8230;, tu compras&#8230;</strong>, etc</em>.), pois é assim que servem como sujeito.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> Já sabemos o que é e para que serve o <strong><em>&#8220;tu&#8221;.</em></strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> Quanto ao <strong>&#8220;<em>você&#8221;</em></strong>, este é pronome de tratamento, assim como <em>&#8220;o senhor&#8221;</em> e <em>&#8220;a senhora&#8221;</em> e os cerimoniosos como &#8220;<em>V. Excelência&#8221;</em>, <em>&#8220;V. Santidade&#8221;</em>, e outros, que servem para nos dirigirmos a alguém, mas é usado com caráter intimo, entre iguais, ou de superior para subordinado. Tem origem no antigo <em>&#8220;Vossa Mercê&#8221;</em> e também já foi, ou é, <em>vassuncê</em>, <em>vossemecê</em>, <em>vosmecê</em>, <em>ocê</em>, <em>cê, </em>e outras formas. <strong><em>&#8220;Você&#8221;, </em></strong>como os demais pronomes de tratamento, também atua no papel de sujeito da frase e corresponde à <strong>pessoa com quem se fala</strong>, mas o verbo que por ele é precedido está na forma que corresponde à terceira pessoa. Por exemplo, pode-se dizer: <strong>&#8220;<em>você </em></strong><strong><em>faz</em></strong> a diferença<strong>&#8220;, </strong>com o verbo fazer na <strong>terceira pessoa </strong>do presente do indicativo; mas se usássemos <strong><em>&#8220;tu&#8221;</em></strong> a frase seria <em><strong>&#8220;tu fazes</strong> a diferença<strong>&#8220;</strong></em>, com o verbo fazer na segunda pessoa do presente do indicativo.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Times New Roman;"> É interessante a observação de que o pronome <strong><em>&#8220;vós</em>&#8221; (segunda pessoa do plural)</strong> está quase em desuso e que no seu lugar usa-se mais <strong><em>&#8220;vocês&#8221;, </em></strong>e até seria preferível que a evolução da língua levasse a que um dia se fizesse a substituição definitiva, inclusive do <strong><em>&#8220;tu&#8221;</em></strong> pelo <strong><em>&#8220;você&#8221;</em></strong>, já que por certo não teríamos mais as confusões que se fazem entre <strong><em>&#8220;tu&#8221;, &#8220;te&#8221; e &#8220;ti&#8221;</em></strong>. Observemos que a frase <strong><em>&#8220;</em></strong>depois eu envio <strong><em>a você&#8221;</em></strong> pode ser substituída por <strong><em>&#8220;</em></strong>depois eu <em><strong>te </strong>envio<strong>&#8220;</strong></em> ou <strong><em>&#8220;</em></strong>depois eu envio <strong><em>a ti&#8221;</em></strong>, mas não pode ser substituída por <strong><em>&#8220;</em></strong>depois eu envio <strong><em>a tu&#8221;</em></strong>. Isto acontece porque, como esclarecido antes, os pronomes pessoais retos somente são usados como sujeito, e aqui o <strong><em>&#8220;tu&#8221;</em></strong> foi erroneamente usado como complemento. Também podemos dizer <strong><em>&#8220;</em></strong>depois eu envio <strong><em>a ele&#8221;</em></strong>, pois somente <strong><em>&#8220;eu&#8221;</em></strong> e <strong><em>&#8220;tu&#8221;</em></strong> são exclusivamente pronomes pessoais retos, enquanto que <strong><em>&#8220;ele&#8221;</em></strong>, <strong><em>&#8220;nós&#8221;</em></strong>, <strong><em>&#8220;vós&#8221;</em></strong>, <strong><em>&#8220;eles&#8221;</em></strong> podem ser também pronomes pessoais oblíquos, o que permite o seu uso como complemento.<br />
</span></p>
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	</item>
		<item>
		<title>O PORQUÊ DOS PORQUÊS.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 00:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro formas de se escrever:
Por que  -   Porque  -   Por quê  -  Porquê

Por que
– Usa-se quando houver a junção da preposição por como o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar dizemos que pode ser substituído por: por qual razão (ou motivo), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">Há quatro formas de se escrever:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"></span><span style="font-size:12pt;"><b>Por que  -   </b></span><b><span style="font-size:12pt;">Porque  -   </span></b><span style="font-size:12pt;"><b>Por quê  -  </b></span><span style="font-size:12pt;"><b>Porquê</b></span><span style="font-size:9pt;"></span><br />
<span id="more-130"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;"><b>Por que</b></span><span style="font-size:8pt;"><br />
</span><span style="font-size:9pt;">– Usa-se quando houver a junção da preposição <b>por</b> como o pronome interrogativo <b>que</b> ou com o pronome relativo <b>que</b>. Para facilitar dizemos que pode ser substituído por: <b>por qual razão (ou motivo)</b>, <b>pelo qual</b>,<b> pela qual</b>, <b>pelos quais</b>, <b>pelas quais</b>, <b>por qual. </b>Pode-se dizer que este porquê é usado quando se faz uma pergunta, embora também o usemos em outros casos.</span><span style="font-size:9pt;"><br />
Exemplos:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">&#8220;<b>Por que</b> não me disse a verdade?&#8221; (por qual razão)<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;As causas <b>por que</b> discuti com ele são particulares.&#8221; (pelas quais)</span></i><span style="font-size:4pt;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><b><span style="font-size:12pt;">Porque</span><span style="font-size:14pt;"><br />
</span></b><span style="font-size:9pt;">– É uma <b>conjunção subordinativa causal</b> ou <b>conjunção subordinativa final,</b> ou ainda <b>conjunção coordenativa explicativa</b> e, portanto, estará sempre ligando duas orações, indicando causa, finalidade ou explicação. Para facilitar dizemos que pode ser substituído por <b>já que</b>, <b>pois</b> ou a <b>fim de que</b>. Pode-se dizer que este é o porquê utilizado quando se responde a uma pergunta.</span><span style="font-size:9pt;"><br />
Exemplos:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;Não saí de casa <b>porque</b> estava doente.&#8221; (já que)<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;É uma conjunção <b>porque</b> liga duas orações.&#8221; (pois)</span></i><span style="font-size:4pt;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;"><b>Por quê</b></span><span style="font-size:8pt;"><br />
</span><span style="font-size:9pt;">– Sempre que a palavra <b>que</b> estiver em final de frase será acentuada, não importando qual seja o elemento colocado antes dela.</span><span style="font-size:9pt;"><br />
Exemplos:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;Você chegou tarde hoje, <b>por quê</b>?&#8221;<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;Ela não telefonou e nem me disse <b>por quê.</b>&#8220;<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;Estás rindo de <b>quê</b>?</i>&#8220;</span><span style="font-size:4pt;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;"><b>Porquê</b></span><span style="font-size:9pt;"> – É substantivo e, por isso, somente poderá ser utilizado quando precedido de artigo (<b>o, os</b>), pronome adjetivo (<b>meu, meus, este, estes, esse, esses, aquele, aqueles, quanto, quantos</b>) ou numeral (<b>um, dois, três&#8230;</b>).</span><span style="font-size:9pt;"><br />
Exemplos:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;Não entendemos <b>o porquê</b> de tanta confusão&#8221;<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;<b>Este porquê</b> é um substantivo&#8221;<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;<b>Quantos porquês</b> existem na língua portuguesa?&#8221;<br />
</span></i></p>
<p style="text-align:justify;"><i><span style="font-size:9pt;">    &#8220;Na língua portuguesa existem <b>quatro porquês</b>.&#8221;</span></i><span style="font-size:6pt;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size:6pt;">Fontes: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla.</span><span style="font-size:9pt;"><br />
</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nosenossascoisas.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nosenossascoisas.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nosenossascoisas.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nosenossascoisas.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nosenossascoisas.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nosenossascoisas.wordpress.com/130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nosenossascoisas.wordpress.com&blog=1585738&post=130&subd=nosenossascoisas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>“Perca de tempo?”</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/04/%e2%80%9cperca-de-tempo%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 00:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas pessoas utilizam a expressão &#8220;perca de tempo&#8220; sem perceberem a impropriedade que cometem. 

    O correto é &#8220;perda de tempo&#8220;, ou de qualquer outra coisa, como documentos, a vida de alguém, de velocidade etc.

Perda, no dicionário, é:

Substantivo feminino.

1. Ato ou efeito de perder;
2. Privação de alguma coisa que se possuía;
3. Privação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="color:black;">Muitas pessoas utilizam a expressão <b>&#8220;perca </b>de tempo<b>&#8220;</b> sem perceberem a impropriedade que cometem. <span style="font-size:5pt;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;">    O correto é <b>&#8220;perda </b>de tempo<b>&#8220;, </b>ou de qualquer outra coisa, como documentos, a vida de alguém, de velocidade etc.<span style="font-size:5pt;"><b><br />
</b></span></span><span id="more-129"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;"><b>Perda, </b>no dicionário, é:</span><span style="color:red;font-size:5pt;"><br />
</span></p>
<p style="margin-left:35pt;"><span style="color:red;">Substantivo feminino.</span><span style="font-size:5pt;"><br />
</span></p>
<p style="margin-left:35pt;">1. Ato ou efeito de perder;<br />
2. Privação de alguma coisa que se possuía;<br />
3. Privação da presença de alguém; ausência, falta, desaparecimento;<br />
4. Extravio, sumiço;<br />
5. Destruição, ruína, aniquilamento;<br />
6. O ato ou fato de deixar de ganhar;<br />
7. Decréscimo, diminuição;<br />
8. Danação, perdição.<span style="color:black;font-size:5pt;"><b><br />
</b></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:black;"><b>    Perca</b> é o verbo perder conjugado no subjuntivo, com sentido de &#8220;venha a perder&#8221;.<span style="font-size:5pt;"><br />
</span></span></p>
<p><span style="color:black;">    Exemplos:<span style="font-size:5pt;"><br />
</span></span></p>
<p><span style="color:black;">    <i>&#8220;Tememos que ele se <b>perca</b> a caminho da escola.&#8221;<br />
</i></span></p>
<p><span style="color:black;"><i>    &#8220;É possível que o carro <b>perca</b> velocidade.&#8221;</i></span><span style="font-size:10pt;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:7pt;">Fontes: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla.</span><span style="font-size:10pt;"><br />
</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nosenossascoisas.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nosenossascoisas.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nosenossascoisas.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nosenossascoisas.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nosenossascoisas.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nosenossascoisas.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nosenossascoisas.wordpress.com&blog=1585738&post=129&subd=nosenossascoisas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">prvale</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>ERROS DE PORTUGUÊS REPROVAM 70% DOS CANDIDATOS A EMPREGO.</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/03/erros-de-portugues-reprovam-70-dos-candidatos-a-emprego/</link>
		<comments>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/03/erros-de-portugues-reprovam-70-dos-candidatos-a-emprego/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 23:57:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre os principais deslizes estão concordância e gerundismo. Especialistas dizem que é bom prestar atenção ao falar.

Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje.
    Você sabia que de cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado? Falar bem o português [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:12pt;"><b>Entre os principais deslizes estão concordância e gerundismo. Especialistas dizem que é bom prestar atenção ao falar.<br />
</b></span></p>
<p><b>Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje.</b></p>
<p style="text-align:justify;">    Você sabia que de cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado? Falar bem o português é uma exigência hoje em dia, para qualquer função. Até mesmo para quem não lida com pessoas, como um operador de máquinas.</p>
<p><span id="more-128"></span></p>
<p style="text-align:justify;">    Uma empresa de Salvador (BA) contrata, em média, até 30 pessoas por mês e a língua portuguesa tem um peso muito grande no processo de seleção. Já na primeira etapa, os candidatos fazem uma redação e um teste de interpretação de texto para todos os cargos – desde os administrativos até os operacionais. Os testes de português são eliminatórios e o índice de reprovação é alto: 62% dos candidatos de nível médio e 45% dos candidatos de nível superior não conseguem passar porque têm pouco vocabulário, não compreendem o texto e demonstram falta de leitura.</p>
<p style="text-align:justify;">    Não há pesquisas, mas nas grandes agências há casos em que, numa mesma seleção, sete em cada dez candidatos não passaram no teste porque cometeram algum erro de português. Veja alguns erros mais comuns e exemplos:</p>
<p style="text-align:justify;">- concordância verbal: &#8216;fazem cinco anos&#8217;;</p>
<p style="text-align:justify;">- gerundismo: &#8216;vamos estar fazendo&#8217;; estaremos fazendo&#8217;;</p>
<p style="text-align:justify;">- gírias: &#8216;dar uns toques&#8217;, &#8216;procuro um trampo&#8217;;</p>
<p style="text-align:justify;">- lugares comuns: &#8216;a nível de Brasil&#8217;, &#8216;encarar de frente&#8217;, &#8216;há 2 anos atrás&#8217;, &#8216;fechar com chave de ouro&#8217;, &#8216;permanecer focado&#8217;, e muitos outros;</p>
<p style="text-align:justify;">- pontuação e acentuação na hora de escrever.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;As pessoas participam de uma entrevista como se estivessem numa sala de bate-papo ou conversando com amigos. Então, são descuidados. Também pecam pela falta de leitura. Os jovens não têm o hábito de ler&#8221;, explicou Sidnéia Palhares, gerente de RH. E o problema não aparece só na hora de escrever. É preciso ter boa fluência e falar pausadamente, para ser bem entendido.</p>
<p> 30/10/2006 - 15h06m - Atualizado em 30/10/2006 - 15h12m</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nosenossascoisas.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nosenossascoisas.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nosenossascoisas.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nosenossascoisas.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nosenossascoisas.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nosenossascoisas.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nosenossascoisas.wordpress.com&blog=1585738&post=128&subd=nosenossascoisas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">prvale</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Vou estar decidindo, vou estar enviando, vou estar&#8230;</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/03/vou-estar-decidindo-vou-estar-enviando-vou-estar/</link>
		<comments>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/03/vou-estar-decidindo-vou-estar-enviando-vou-estar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 19:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/02/03/vou-estar-decidindo-vou-estar-enviando-vou-estar/</guid>
		<description><![CDATA[O GERÚNDIO é uma Forma Nominal do Verbo e pode e deve ser usado para expressar uma ação em curso (que está acontecendo), uma ação simultânea a outra, para exprimir a idéia de progressão indefinida ou ainda de uma ação que acontecerá em um determinado período.
Exemplos:

&#8220;Está havendo um roubo ao banco&#8230;&#8221;
&#8220;No período de 10 a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">O <strong>GERÚNDIO</strong> é uma Forma Nominal do Verbo e pode e deve ser usado para expressar uma ação em curso (que está acontecendo), uma ação simultânea a outra, para exprimir a idéia de progressão indefinida ou ainda de uma ação que acontecerá em um determinado período.</p>
<p style="text-align:justify;">Exemplos:</p>
<p><span id="more-125"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Está <strong>havendo</strong> um roubo ao banco&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;No período de 10 a 20 deste mês estará <strong>acontecendo</strong>&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Dentro de um ano eu estarei aqui novamente, <strong>correndo</strong> na São Silvestre.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Não me ligue nesse horário, porque estarei <strong>almoçando</strong>.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Combinado com os verbos <strong>ESTAR</strong>, <strong>ANDAR</strong>, <strong>IR</strong>, <strong>VIR</strong>, o GERÚNDIO marca uma ação demorada ou duradoura, com aspectos diferenciados:</p>
<ul>
<li>
<div style="text-align:justify;">O verbo <strong>ESTAR</strong> seguido de GERÚNDIO indica uma ação duradoura em um determinado momento:</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Todos estavam <strong>dormindo</strong>.&#8221;</em></p>
<ul>
<li>
<div style="text-align:justify;">O verbo <strong>ANDAR</strong> seguido de GERÚNDIO indica uma ação duradoura em que predomina a idéia de intensidade ou de movimento reiterado ou contínuo:</div>
</li>
</ul>
<p><em>&#8220;José Carlos andava <strong>amanhecendo</strong> sem entusiasmo.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Andei <strong>procurando</strong> uma alternativa melhor para esse dia.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O país <strong>anda vivendo</strong> dias de incerteza quanto ao futuro político.&#8221;</em></p>
<ul>
<li>
<div style="text-align:justify;">O verbo <strong>IR</strong> seguido de GERÚNDIO expressa uma ação duradoura que se realiza progressivamente ou por etapas sucessivas:</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;E as almas vão <strong>sorrindo</strong> e vão <strong>orando</strong>.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Vão-se <strong>acendendo</strong> as estrelas uma a uma, a cada anoitecer.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Chamas de alegria e contentamento vão <strong>raiando</strong> em seu rosto.&#8221;</em></p>
<ul>
<li>
<div style="text-align:justify;"><strong>VIR</strong> seguido de GERÚNDIO expressa uma ação duradoura que se desenvolve gradualmente em direção à época ou ao lugar em que nos encontramos:</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;A Gramática não explica como essa expressão <strong>vem sendo</strong> usada&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;A luz de um novo dia <strong>vai chegando </strong>devagar.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Era assim, até que num dia qualquer surgiu o Gerundismo, uma praga criada para ser usada por pessoas que pensam estar <strong>falando</strong> &#8220;bonitinho&#8221;, de forma moderna, porque ouvem todos se <strong>comunicando</strong> desse jeito. Alguns admitem que nasceu da tradução literal (ao pé da letra) do inglês, e encantou da telefonista ao gerente, da faxineira ao diretor. Quando ouvimos as expressões que nos são dirigidas temos a impressão de que o nosso interlocutor não quer se comprometer com a execução do que afirma ou promete, pois não fica claro quando a ação se encerrará.</p>
<p style="text-align:justify;">Exemplos dos absurdos:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>Um minuto, que eu <strong>vou estar transferindo</strong> a ligação.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;A empresa <strong>vai poder estar fornecendo</strong> as peças.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Amanhã <strong>vamos estar decidindo</strong>.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O senhor pode<strong> estar anotando o número</strong>?&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O senhor tem que <strong>estar pegando uma senha</strong>.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Ela <strong>vai precisar estar voltando</strong> aqui amanhã.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Se alguém falasse<em>: &#8220;Um minuto, pois <strong>estou transferindo</strong> a ligação&#8221;, </em>seria solícito, convincente, e, principalmente, não estaria cometendo erro lingüístico.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto tempo se leva para anotar um número ou passar uma ligação? Como a pessoa diz que <strong>vai estar anotando</strong>, presume-se que, numa ação duradoura, isso demandará horas e não apenas um momento.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Vamos <strong>ter</strong> que <strong>estar trocando</strong> a embreagem do seu carro.&#8221; </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O senhor <strong>pode estar esperando</strong> que <strong>vamos estar encaminhando</strong> o seu pedido.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>(Aqui foram usados cinco verbos, com seis aplicações.)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Estas últimas são verdadeiras contorções verbais, que substituem sem nenhuma vantagem construções curtas, rápidas, diretas, objetivas e apropriadas, sem gerúndios, como as seguintes:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Teremos que <strong>trocar</strong> a embreagem do seu carro.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Espere senhor, pois <strong>encaminharemos </strong>o seu pedido.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Um minuto, pois <strong>transferirei</strong> a ligação.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto tempo levará para morrer alguém que &#8220;<strong>vai estar morrendo</strong>&#8220;? Provavelmente toda a eternidade, pois morrerá uma vez, ressuscitará e morrerá novamente, outra vez, outra vez&#8230;sempre.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>NOTA:</strong> Diversas entidades envolvidas com televendas, bem como de outras atividades de comunicação, estão tomando providências para evitar o uso do &#8220;gerundismo&#8221; por seus operadores. O Banco do Brasil proibiu o uso dessas expressões inadequadas pelas pessoas das suas Centrais de Atendimento, monitora e pune essa prática.</p>
<p><span style="font-size:9pt;">Consultas: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla. Pasquale Cipro Neto - Revista Veja nº1894.<br />
</span></p>
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			<media:title type="html">prvale</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>ONDE OU AONDE, e onde coloco o DONDE?</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/01/24/onde-ou-aonde-e-onde-coloco-o-donde/</link>
		<comments>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2008/01/24/onde-ou-aonde-e-onde-coloco-o-donde/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 00:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os dias ouvem-se pessoas falando &#8220;onde&#8221; e &#8220;aonde&#8221; indiscriminadamente, e poucos conhecem o seu significado e o seu uso correto.

&#160;
 ONDE 
Advérbio - Significa &#8220;em que lugar&#8221; e deve ser usado na indicação de lugar:

    &#8220;Onde tu ficas nas férias?&#8221;,  &#8220;Não sei onde você mora&#8221;, &#8220;Por onde iremos hoje?&#8221;  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">Todos os dias ouvem-se pessoas falando &#8220;onde&#8221; e &#8220;aonde&#8221; indiscriminadamente, e poucos conhecem o seu significado e o seu uso correto.</span></p>
<p><span id="more-123"></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"> <span style="font-size:9pt;"><b>ONDE </b></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><b><span style="color:red;">Advérbio</span> -</b> Significa <i>&#8220;<b>em que</b> lugar&#8221;</i> e deve ser usado na indicação de <b>lugar</b>:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">    <i>&#8220;<b>Onde</b> tu ficas nas férias?&#8221;,  &#8220;Não sei <b>onde</b> você mora&#8221;, &#8220;Por <b>onde</b> iremos hoje?&#8221;  ou &#8220;<b>Onde</b> é a escola?&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">É <i>errado o seu uso, por exemplo, em:<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;Conheça nosso Plano, <b>onde</b> oferece&#8230;&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;Tive um sonho <b>onde </b>tu aparecias e me abraçavas.&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    <span style="color:black;">&#8220;Naquele tempo, <b>onde</b> os bichos falavam&#8230;&#8221;</span><br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">Plano, sonho e tempo não são <b>lugares</b>, e nesses casos deveriam ser usados <b>que</b>, <b>em que </b>e<b> quando:</b><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">     <i>&#8220;Conheça nosso Plano, <b>que</b> oferece&#8230;&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;Tive um sonho <b>em que </b>tu aparecias e me abraçavas.&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;Naquele tempo, <b>quando</b> os bichos falavam&#8230;&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><b><span style="color:red;">Pronome</span> -</b> Também com valor circunstancial de <b>lugar</b>, significa &#8220;em que&#8221;.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">    &#8220;<i>Gosto da casa <b>onde</b> moro.&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><b>AONDE<br />
</b></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><span style="color:red;"><b>Advérbio</b></span> - (preposição a+onde) e significa &#8220;<b>a qual</b> lugar&#8221; ou &#8220;para onde&#8221;, e, como regra geral, deve ser usado seguido de verbos que denotem movimento, como IR, LEVAR e CHEGAR. Ou seja, somente indica um lugar, para onde se vai ou se foi:<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">    <i>&#8220;<b>Aonde</b> tu <b>vais</b> com tanta pressa?&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>    &#8220;<b>Aonde</b> nos <b>leva</b> a nossa insensatez!&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>&#8220;<b>Aonde chegaremos</b> amanhã?&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>&#8220;<b>Aonde foram</b> todos os bichos?&#8221;<br />
</i></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">A propósito, sempre se chega <b>a</b> algum lugar e não <b>em</b> algum lugar.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">Não é correto dizer-se &#8220;<b>Aonde</b> tu <b>vais ficar</b> durante as férias?&#8221;, pois nesse caso o verbo IR (vais) não está colocado corretamente, já que o certo seria dizer-se &#8220;<b>Onde</b> tu <b>ficarás</b> durante as férias?<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><b>DONDE<br />
</b></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"> Contração da preposição<b> de </b>e do advérbio<b> onde</b> (de+onde = donde), obviamente usado apenas quando se vem de algum lugar.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;"><i>&#8220;<b>Donde</b> vens, <b>aonde</b> vais?&#8221;</i> – do poeta Castro Alves, em Navio Negreiro.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">É errado dizer-se &#8220;<b>Da onde</b> veio o dinheiro?&#8221; como fez várias vezes um senhor no Senado Federal, falando sobre o escândalo dos dossiês. O correto é <b>&#8220;De onde </b>veio o dinheiro?<b>&#8220;</b>, ou &#8220;<b>Donde</b> veio&#8230;&#8221; </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">Vários autores defendem o uso indiscriminado de &#8220;onde&#8221; e &#8220;aonde&#8221;, mas isso se deve também à sua desistência de tentar mudar o comportamento dos usuários da nossa conturbada língua portuguesa.  </span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
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			<media:title type="html">prvale</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>“ELA ESTÁ MEIA DOENTE?”</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 01:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[MEIA, no dicionário, é:

    Substantivo Feminino

- Peça do vestuário, tecida em malha, lã, algodão, seda ou náilon, para cobrir o pé e a perna ou parte dela.

- Antiga medida portuguesa para líquidos.

- Bras. No sistema de meação, cada uma das partes em que se divide o produto agrícola.

- Substantivos resultantes da união [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:12pt;">MEIA, </span><span style="font-size:9pt;">no dicionário, é:</span><span style="font-size:12pt;"><b><br />
</b></span></span></p>
<p><span style="color:red;font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Substantivo Feminino<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">- Peça do vestuário, tecida em malha, lã, algodão, seda ou náilon, para cobrir o pé e a perna ou parte dela.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">- Antiga medida portuguesa para líquidos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;"><span style="color:red;">- Bras.</span> No sistema de meação, cada uma das partes em que se divide o produto agrícola.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">- Substantivos resultantes da união do feminino de meio (meia) com diversos outros substantivos: &#8220;meia-água&#8221;, &#8220;meia-idade&#8221;, &#8220;meia-cancha&#8221;, &#8220;meia-luz&#8221;, e muitos outros.<br />
</span></p>
<p><span id="more-120"></span></p>
<p><span style="color:red;font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Numeral<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    - Metade de uma; metade da unidade.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">- O algarismo 6, usado <span style="text-decoration:underline;">apenas na fala</span>, para evitar confusão com o 3.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    A palavra &#8220;meia&#8221;, de &#8220;meia doente&#8221; enquadra-se em algum dos significados acima?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Estaria a expressão &#8220;meia doente&#8221; referindo-se a uma meia (peça do vestuário) que está com a saúde abalada?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;"><b>    Se não é nada disso, então a expressão está errada.<br />
</b></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:9pt;">    O correto é dizer-se </span><span style="font-size:12pt;">&#8220;ELA ESTÁ <span style="text-decoration:underline;">MEIO</span> DOENTE.&#8221;</span><span style="font-size:9pt;"><br />
</span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:12pt;">    MEIO</span><span style="font-size:9pt;">, entre outros significados, é também <b>advérbio</b>, correspondendo a: <b>por metade; um pouco; um tanto; quase.</b><br />
</span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Perceba como isso é verdade, pois substituindo a palavra meio, temos:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    &#8220;Ela está um pouco doente.&#8221;, &#8220;Ela está um tanto doente.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Conclui-se então que a pessoa <b>meio</b> doente está doente <b>por metade</b>, ou <b>quase</b> doente, não é mesmo?<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Como advérbios não se flexionam, então &#8220;<b>Elas</b> também <b>podem</b> estar <span style="text-decoration:underline;"><b>meio</b></span><br />
<b>doentes</b>&#8220;, ou meio cansadas, meio dispersas&#8230;<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:7pt;">Fontes: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla.</span><span style="font-size:10pt;"><br />
</span></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nosenossascoisas.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nosenossascoisas.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nosenossascoisas.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nosenossascoisas.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nosenossascoisas.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nosenossascoisas.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nosenossascoisas.wordpress.com&blog=1585738&post=120&subd=nosenossascoisas&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>“&#8230;tinha chego.”</title>
		<link>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2007/11/22/%e2%80%9ctinha-chego%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://nosenossascoisas.wordpress.com/2007/11/22/%e2%80%9ctinha-chego%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 00:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Vale</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[  
Algumas pessoas pensam que falam polidamente quando dizem ter sido informadas de que &#8220;alguém&#8230; havia chego&#8221; e não chegado.
Os verbos possuem a forma infinitiva denominada particípio e há os que são chamados verbos abundantes, por possuírem duas formas, especialmente no particípio:

O particípio regular, terminado em –ado e em –ido, usado apenas na voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><address>  </address>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">Algumas pessoas pensam que falam polidamente quando dizem ter sido informadas de que &#8220;alguém&#8230; havia <b>chego</b>&#8221; e não <b>chegado</b>.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">Os verbos possuem a forma infinitiva denominada <b>particípio</b> e há os que são chamados <b>verbos abundantes</b>, por possuírem duas formas, especialmente no particípio:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">O <b>particípio regular</b>, terminado em <i>–ado</i> e em <i>–ido</i>, usado apenas na voz ativa, forma locução com os verbos auxiliares <b>TER</b> e <b>HAVER</b>.</span></p>
<p><span id="more-119"></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">Exemplos:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">&#8220;Eu <b>tenho salv<span style="text-decoration:underline;">ado</span></b> o patrimônio da família.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;"><span style="color:black;">&#8220;Nossos vizinhos <b>têm peg<span style="text-decoration:underline;">ado</span></b> coisas estranhas toda manhã.&#8221;</span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">O <b>particípio irregular, </b>ou reduzido, com várias terminações, é usado na voz passiva quando houver como auxiliar o verbo <b>SER</b> ou o verbo <b>ESTAR</b>.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">    Exemplos:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">&#8220;O patrimônio da família <b>foi salvo</b> por mim.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="color:black;font-family:Verdana;font-size:9pt;">&#8220;Nossos vizinhos <b>foram pegos</b> pela polícia.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;"><span style="color:black;">&#8220;Logo mais nossos vizinhos <b>estarão presos</b>.&#8221;</span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">Os verbos <b>FAZER, DIZER, PÔR, VER, VIR, ABRIR, COBRIR E ESCREVER</b> possuem somente a forma reduzida, ou irregular do particípio: feito, dito, posto, vindo, aberto, coberto e escrito.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">Caiu em desuso o particípio regular dos verbos <b>PAGAR</b>, <b>GANHAR</b> E <b>GASTAR</b>, restando portanto usá-los como pago, ganho e gasto, em locução com TER, HAVER, SER e ESTAR:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">        Exemplos:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">        &#8220;A conta já <b>foi paga</b>.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">        &#8220;Ela já <b>havia pago</b> a conta.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">        &#8220;Este dinheiro <b>foi ganho</b> com meu trabalho.&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">        &#8220;Eu <b>tinha ganho</b> este dinheiro com meu trabalho&#8221;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;">E agora&#8230;má notícia: <b>não existe a forma reduzida ou irregular do particípio do verbo CHEGAR</b>, assim como de outros, como os verbos MANDAR, TRAZER, CEGAR e PREGAR.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:9pt;"><b>TER CHEGO ou HAVER CHEGO são tão errados quanto se dizer: TER MANDO, TER  TRAGO, HAVER CEGO, HAVER PREGO ou ESTAR PREGO.<br />
</b></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:7pt;">Fontes: Novo Dicionário Aurélio; Gramática da Língua Portuguesa – Pasquale e Ulisses; Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla. www.sualingua.com.br<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:12pt;"><br />
</span></p>
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